segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amanhecer



O poeta disse certa vez que se sentia amanhecendo. E ele estava certo. Traduzira-a naquelas palavras. Tinha a deliciosa sensaçãp de que mesmo após tantos anos ainda tinha um mundo inteiro para descobrir.
Um mundo inteiro de possibilidades. Ao meso tempo em que ela agora se sentia livre para encará-las de frente, ela também era outra. Uma célula sua mudara a cada dia naqueles bancos.
Por onde começar? Freud disse certa vez, ou melhor, se indagou: "O que queram as mulheres?". Pois bem, ela queria tudo ao mesmo tempo agora. E não se contentava com nada menos que isso.
Agora ela tinha um mundo inteiro para conhecer. E estava completamente pronta. Transformada e revigorada. Amanhecendo para a vida que batia à sua janela, com toques firmes e compassados.

31/01/2011

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